Goiânia vive um momento de recuperação em seus indicadores de saúde materna após o impacto da pandemia de Covid-19. Em 2023, a taxa de mortalidade materna na capital recuou para 48 óbitos por 100 mil nascidos vivos, situando-se abaixo da média brasileira (55,3). No entanto, o número ainda está distante da meta nacional estabelecida pelo Ipea e pelo Ministério da Saúde, que é de, no máximo, 30 mortes para atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

O histórico mostra que a cidade já foi mais eficiente: em 2016, Goiânia atingiu a marca de 28,4 óbitos, cumprindo o pacto brasileiro na época. Contudo, em 2021, a rede de atenção entrou em colapso, atingindo o pico de 187,2 mortes maternas, superando em muito a média nacional de 117,4 daquele ano.

Se a mortalidade materna é um desafio, o controle da transmissão vertical do HIV em Goiânia é um exemplo positivo. Em 2024, Goiânia foi a capital brasileira com a menor taxa de detecção de infecção pelo HIV em gestantes e puérperas, registrando apenas 1,1 caso por mil nascidos vivos, contra 3,2 no Brasil.

Apesar desse sucesso pontual, o Boletim Epidemiológico de 2025 coloca Goiânia em uma posição desfavorável no ranking geral das capitais do Centro-Oeste, ocupando a 16ª posição nacional no desempenho de indicadores de HIV e Aids, atrás de Brasília, Campo Grande e Cuiabá.

Outro dado que demanda atenção do poder público é a mudança no perfil das novas infecções. Embora a maioria dos casos ainda ocorra em mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos), houve um aumento significativo de novos casos de HIV em mulheres acima de 50 anos, que passou de 10,9% em 2014 para 17% em 2024.  

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